Programa Municipal de Combate a DENGUE

De forma atuante e contínua, o Programa Municipal de Combate a Dengue existe em Maripá desde 1997, quando o município ainda não era infectada com o vírus. Nesta época era feito o trabalho de monitoramento do vetor transmissor, o aedes aegypti, com armadilhas colocadas em pontos estratégicos. Este monitoramento objetivava a detecção do vírus.

Como demonstram os estudos sobre o assunto o vírus é originário da África e veio para o Brasil possivelmente através do transporte marítimo. Os ovos do aedes aegypti podem permanecer em estado de dessecação por até 450 dias. Neste período quando em contato com a água eclodem, passam pelo estágio larvário e depois com a evolução para insetos começam novo ciclo de vida.

Em Maripá tinha o mosquito, mas não tinha a doença, já que o vírus não estava instalado. Como a localização da cidade é cortada pela BR-267, fica próxima a grandes centros urbanos com a presença do vírus, fatalmente foi infestada pela dengue que foi trazida através de ovos dessecados de outros municípios.

A situação de Maripá a partir de 2010 começou a ficar alarmante. Nos últimos dois anos o índice de infestação superou o aceitável pela OMS que é de 1% estando hoje em 2,78%. Isso significa que a cada três casas, uma tem foco do mosquito infectado com o vírus da dengue.

A Vigilância Epidemiológica é um departamento da Vigilância em Saúde, tendo como coordenador Douglas Ricardo, e contando com os agentes de endemia Vanessa Perenciolo e Mateus Monteiro.

Os dados coletados traçam o mapa de infestação na cidade conforme gráfico abaixo, sendo a atual situação dos focos evolutiva de 22 para 24 focos positivos no ano:

grafico01

Os casos da Doença Dengue também são evolutivos somando sete no ano:

grafico02

            O que precisa ser Feito?

O levantamento de Índice – LI demonstra que 80% dos focos estão nas residências, por isso estão sendo realizadas ações educativas em todas as Igrejas do Município, com o intuito de informar a população quanto às medidas a serem tomadas para controlar a infestação. Segundo o Coordenador de Vigilância em Saúde, Douglas Ricardo, a população terá que adquirir novos hábitos eliminando possíveis pontos de acúmulo de água da chuva. Após cada chuva é necessário que os cidadãos façam uma vistoria no quintal e que eliminem toda a água parada em latas, plásticos, vasos de planta, calhas, lajes. Qualquer lugar que acumule água será utilizado pela fêmea do mosquito para pôr seus ovos.

As palestras educativas já foram realizadas no Centro Espírita Cornélio Pires, na Igreja Adventista do 7º Dia, na Igreja Matriz de São Sebastião, na Escola Estadual Walter Trezza e no grupo de Apoio a Saúde – GAS.

A Dengue é uma doença que apresenta um quadro grave de desidratação, com febre alta, dores musculares e de cabeça, os sintomas duram de cinco a sete dias. Seu tratamento é especificamente a ingestão de muito líquido e repouso absoluto. O uso de medicamentos como AS, DORIL não podem ser usados para combater a febre, o mais indicado é que se procure a Unidade Básica de Saúde (UBS). Quando o paciente com dengue não toma os devidos cuidados o quadro pode evoluir para Hemorrágico que consiste na perda do sangue por todas as partes do corpo. As hemorragias ocorrem na boca, nariz, olhos, ouvidos e até mesmo nos poros do corpo todo.

Os idosos, pessoas hipertensas e diabéticas, devem tomar um cuidado especial, haja vista que os medicamentos que controlam estas doenças são diuréticos, ou seja, estimulam a perda de líquido no organismo. Se o princípio de atuação da dengue é a perda de líquido e uma pessoa infectada usa medicamentos que estimulam a perda de líquido, a desidratação ocorre de forma mais acentuada podendo levar o paciente a óbito.

O mosquito pica preferencialmente ao amanhecer e ao entardecer. Voa regularmente a uma altura média de um metro do chão – o que orienta que as pessoas utilizem calças ou trajes que cubram as pernas nestes períodos. Como é um inseto urbano, vive nos cantos escuros dentro das casas (em baixo de camas e móveis, parreiras, porões e forros). Inseticidas em aerosol e repelentes são plenamente indicados para espantar o mosquito temporariamente, mas o maior controle está em impedir que ele consiga perpetuar a espécie através da eliminação dos criadouros.

COM APENAS 10 MINUTOS POR SEMANA,

VOCÊ AJUDA A VENCER ESSA GUERRA.

INVESTIGUE E ELIMINE OS FOCOS

– Caixas d’água, galões, tonéis, latões e tambores devem estar VEDADAS (não basta tampar)

– Calhas limpas

– pneus sem água e em locais cobertos

– Ralos limpos e com telas

– Bandejas de ar condicionado  e Geladeira limpas e sem água

– Pratinhos de vasos de plantas cheios de areia

– Bromélias e outras plantas sem acúmulo de água

– Vasos sanitários sem uso devem estar tampados

– Lonas de cobertura bem esticadas

– Piscinas e fontes sempre bem tratadas

Em pontos de acúmulo de água que não são de consumo humano que não podem ser eliminados devemos tratar com cloro, água sanitária, sal grosso ou óleo. Estes elementos impedem a sobrevivência da larva.

A IMPORTÂNCIA DO EXAME:

Quando há suspeita da contaminação pelo vírus da Dengue, é feito o exame de sangue para comprovar a infecção do paciente. Este exame é importante para identificar qual tipo do vírus o paciente foi infectado, e o médico orientará sobre o que fazer mediante novo contágio. Por isso quando apresentar os sintomas o paciente deve procurar a UBS para ser orientado pelo médico.

 

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